“Entre Taças e Toques”
Poeta Sonhador
O restaurante era elegante, com luz baixa e música ambiente sutil, o tipo de lugar onde os olhares trocados diziam mais do que as palavras. Eu os observei desde o início da noite — Lucas e Clara, um casal com sintonia visível, sorrisos cúmplices e um brilho nos olhos que deixava claro que aquela noite não era comum.
Conheci o Lucas pelas reds sociais e logo ele me revelou que tinha uma fantasia de dividir a esposa com outro homem e que ela também partilhava dsse mesmo desejo. A troca de mensagens e olhares havia se tornado cada vez mais intensa. Eles haviam me convidado para aquele jantar com uma proposta implícita, mas cheia de charme e naturalidade.
As taças de vinho se esvaziavam devagar enquanto o clima crescia. Lucas me olhava com curiosidade e desejo contido, e Clara... Clara era magnética, com a voz macia e um perfume doce que me deixava levemente tonto. Em um momento, ela tocou levemente minha mão sobre a mesa e sorriu.
— Querem continuar a noite em outro lugar? — ela perguntou com um tom quase inocente, mas seus olhos diziam outra coisa.
Os dois concordamos com a ideia e fomos pro apartamento do casal.
No apartamento deles, a iluminação era suave, e uma música jazz preenchia o ambiente. O sofá nos recebeu, primeiro com risos tímidos, depois com toques mais ousados. Clara foi a primeira a se aproximar, sentando-se ao meu lado, os lábios a milímetros dos meus. O beijo veio quente, lento, explorador. Lucas se aproximou em seguida, suas mãos deslizando nas costas de Clara, com toques de carinho e aceitação ao mesmo tempo.
A tensão se dissolveu. A curiosidade deu lugar à entrega.
Clara deslizou os dedos pelo meu peito, abrindo lentamente minha camisa, enquanto Lucas, por trás dela, beijava seu pescoço e descia as alças do vestido, expondo os ombros e, logo, os seios.
Fomos nos despindo entre carícias. firmes, seguros, um contraste excitante à doçura de Clara, que descia lentamente até meus quadris, me encarando com um sorriso malicioso enquanto me despia completamente.
Ela me tomou na boca com habilidade, hora me masturbando, hora engolindo até onde podia, enquanto Lucas se ajoelhava atrás dela, a penetrando devagar. O ritmo deles era sincronizado, como se já tivessem ensaiado aquilo mil vezes, e eu fazia parte de um espetáculo erótico perfeitamente coreografado.
Depois, foi a vez de deitar Clara no sofá. Me posicionei entre suas pernas enquanto ela arfava, suas unhas cravadas em meus ombros. Lucas se aproximou por trás dela, oferecendo seus lábios para ela chupar enquanto eu a penetrava com intensidade. O som de seus gemidos preenchia a sala como uma trilha sonora suada e real, sendo sufocada pela música ambiente que embalava nossos corpos.
Trocamos de posição. Agora, era Lucas dentro dela, e eu por trás, alternando beijos e toques pelo seu corpo definido. Clara nos olhava com olhos famintos, tocando-se com prazer diante da cena.
Fomos para o quarto do casal e continuamos ali, na cama ampla, onde os corpos se enlaçaram em novas combinações — Clara montando em mim, rebolando devagar, enquanto Lucas beijava seus seios e massageava seu clitóris. Depois, foi ele quem a montou, gemendo com intensidade enquanto Clara o estimulava com a língua.
Foram horas de prazer variado, sem pressa, com cumplicidade e respeito. Cada movimento era uma dança entre prazer e conexão.
No fim, deitamos os três, exaustos, entrelaçados, com respirações ainda ofegantes e sorrisos no rosto. O silêncio que se seguiu foi confortável, como se todos já soubessem que aquela noite não seria a última.
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