Quando o Desejo Chegou em Casa
Poeta Sonhador
Minha filha morava em outra cidade e veio passar uns dias aqui em casa.Quando ela chegou, a casa pareceu respirar diferente. O riso
fácil, o perfume doce, o jeito despreocupado — tudo nela bagunçava o ar. Disse
que ficaria alguns dias, enquanto estava de férias do serviço
Um dia, á noite, enquanto conversávamos, meu celular vibrou. Um amigo que escreve contos eróticos havia me enviado alguns contos, e alguns vídeoas eróticos, desses que parecem incendiar
o pensamento. Li um trecho, outro, e logo percebi que o coração batia
diferente. Guardei o telefone, mas era tarde. A pele parecia pedir atenção, o
corpo reagia a cada palavra lida. E olha que nem abri os vídeos, por medo da minha reação.
Ela se levantou, dizendo que ia tomar banho. Fiquei sozinha
por alguns minutos. O silêncio da casa e o tesão parecia pulsar junto comigo. Me
levantei e fuim pro meu quarto e só encostei a porta do quarto, senti o peso do desejo se tornando quase
físico. Abri um dos vídeos e não aguentei. Eu estava só de baby dow e parecia que já estava tudo ensopado lá embeixo. Abri as pernas, peguei um brinquedinho que sempre uso para esses momentos, fechei os olhos e me deliciei numa siririca bem intensa. Foi nesse instante que ouvi passos — e o susto me cortou o ar.
Era ele.
Meu marido que acabava de chegar do serviço
Nos olhamos, e o tempo pareceu parar. Havia surpresa no
rosto dele porque nunca ele tinha visto cena desse jeito comigo — Um brilho contido, um silêncio espesso que me fez
prender a respiração.
Tentei falar, explicar qualquer coisa, mas ele apenas se aproximou. A distância
entre nós desapareceu, e tudo o que restou foram os olhos dele — firmes,
intensos, diferentes.
O toque não veio de imediato. Primeiro, o olhar. Um olhar
que dizia tudo o que as palavras não poderiam. A respiração dele roçava a minha
pele, e de repente eu não sabia mais o que era culpa, o que era desejo, o que
era rendição.
Ele chegou bem pertinho de mim, pegou o vibrador de minha mão trêmula e simplesmente caiu de boca na minha buceta, me sugando todos os desejos. MInha surpresa inicial, se transformou em gemidos e urros de tesão. Até tinha esquecido que não estávamos sozinhos em casa.
Eu disse que também queria chupar o pau dele e ali, fizemos um 69 até um gozar na boca do outro.
Foi então que ouvi o leve ranger da porta.
Lentamente, olhei — E ela, minha filha estava ali.
Parada, observando, toalha já caída pelo chão.
Os olhos dela me encontraram, e havia um sorriso pequeno, quase cúmplice.
Nenhuma palavra. Apenas o olhar — quente, curioso, convidativo.
O ar ficou denso, quase palpável. Por um instante, o mundo inteiro se resumiu a
isso: três respirações que pareciam dançar no mesmo ritmo, três silêncios que
diziam mais do que qualquer frase poderia.
De repente eu me refiz do susto e disse:
— Filha, tem muito tempo que você está aí? Foi o que consegui falar.
— Não tinha como nâo escutar e também estou morrendo de tesão aqui. — Ela respondeu — Posso participar também da festinha?
Fechei os olhos. Não havia mais medo, nem culpa — apenas a certeza de que algo havia mudado para sempre.
Por um momento, ninguém se mexeu. Só o som da respiração. Eu sentia o coração
acelerar, o corpo quente, o ar pesado.
Meu marido ainda me olhava, sério, mas havia algo diferente
em seu olhar — uma curiosidade, talvez um desejo que ele nunca tinha deixado
aparecer. A presença dela, ali, parecia mudar tudo.
Ela deu um passo para mais perto.
Devagar.
O sorriso ainda no rosto.
Os olhos dela se moveram de mim para ele, e depois voltaram para mim. Era um
olhar que queimava, não pelo que mostrava, mas pelo que sugeria.
Ninguém falou nada.
Mas cada gesto parecia uma pergunta.
Cada respiração, uma resposta.
Ele se aproximou de mim, e ela ficou ali, parada, observando
— como se aquele instante tivesse prendido os três em uma linha invisível. O
tempo se esticou, e a tensão se transformou em algo que não cabia em palavras.
Por um segundo, pensei em recuar, em quebrar o silêncio. Mas
quando os olhos dos dois se encontraram, percebi que já não havia volta.
O desejo era claro demais.
O medo, pequeno demais.
Ela deu mais um passo.
Senti o perfume dela misturado ao dele.
E, de repente, entendi que algumas histórias não precisam de permissão — só de
coragem para acontecer.
O resto veio no olhar.
E naquele olhar, havia tudo.
Se quiser o resto do conto, mando depois.
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